quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Vermelho






As folhas entre os galhos

Os galhos introduzidos no tronco

O tronco fixado na terra

Olhamos as pontas brancas e brilhantes

Nesse asfalto azul sobre nossas cabeças

Tão sereno que gorjeia pelo escuro


O produto formado pelos céus

Forjado pelas crenças

De que o futuro a mim pertence

Mas morre na certeza humana


Um cisco já não é pretexto

de imensas e duras lágrimas

Quando a certeza é causa

A duvida brinca com a conseqüência


Sujamos o chão de vermelho

Com mais vermelho será coberto

O amor é a resposta,

De que novas cores virão

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