Ela voava para o meu agrado interno
Suas asas tapavam o sol laranja e poente
Migrava pelas nuvens desde o inverno
Cavando o solo particular do meu ventre
Pousou cravando os pés nus na terra nobre
E se fazia de ouro seus passos secos e pobres
Dobrou os joelhos comidos sobre o faminto chão
Batendo a minha porta com as costas das mãos
Suas asas tapavam o sol laranja e poente
Migrava pelas nuvens desde o inverno
Cavando o solo particular do meu ventre
Pousou cravando os pés nus na terra nobre
E se fazia de ouro seus passos secos e pobres
Dobrou os joelhos comidos sobre o faminto chão
Batendo a minha porta com as costas das mãos
Meus olhos escorriam luz, meu beiço rachado tremia
A pele incolor e gélida sangrava
Somente em poucas preces eu a sentia.
A pele incolor e gélida sangrava
Somente em poucas preces eu a sentia.
Chegado o verão, finalmente com clareza a vi
O cálice de fé quente lhe entreguei
Das sagradas asas fez-se um leito, dormi.
Das sagradas asas fez-se um leito, dormi.

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