sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Poesia

Olhos acesos para dormir

Com rostos, perfis, sem discutir

Ao lento movimento, as mãos

Direitas, puxam o gatilho, se aproximam

Desperta do sono vem ao encanto

Desfruto das folhas caindo, outono

De gotas de riso, escorre o orvalho

Ao rir do próximo, e eterno amado

Te joga, te cospe na água

Com os lábios, vem a prova

Não estraga, te bebe, quase nada

Nas folhas, os versos de tudo

Em sua alma não governa meu mundo

Pedidos, em mim dentro, perdidos

Que sobre o rastro de vista

Te olho, de quando em visita

Te chora, por dentro que grita

Amor que encosta e habita

Não se sabe aonde vai, ou se fica

Construi a magoa na areia

Tempestade empurra, maré vem cheia

Inundam suas linhas mais finas

Descostura, assassina a menina

Intenso é o vento que encobre

Balança, enriquece meu coração pobre

Engana que pensa, o breve, passageiro

Pois ainda sopra, guiando o veleiro

Em mar escuro há certa magia

Enfim naufraga, engasgada na ilha

Há mato, azul céu e calmaria

Onde lá encontro paz e alegria

Eu vou, abraço o sol

E sozinha, beijo a poesia.

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