
As estações, várias delas
Gritam ao passar em mim, queridas paredes
Simulam alcançar, amedrontar
Dentro de pessoas, vivas, acreditaria?
Uma luz em fim de noite
Não, nada de sol queridos raios
Por onde brilhar a mim?
O encanto falece durante o sono
Não, não são os sons
Quem dirá um violino
Cordas, queridos desejos
Peço-lhe, extirpar-me a garganta
Duvidas, não te quero
Surgem, surgem, o que fazer?
Encharcando o mapa dos meus oceanos
Dentre os quais não há de chover
Do suor, tiro-lhe os venenos
Os sons, batidas, querido silêncio
A verdade se cobre em meus mantos
Medo. Dor, dos olhos, Espanto.
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