domingo, 24 de outubro de 2010

Pós certeza



As estações, várias delas


Gritam ao passar em mim, queridas paredes


Simulam alcançar, amedrontar


Dentro de pessoas, vivas, acreditaria?



Uma luz em fim de noite


Não, nada de sol queridos raios


Por onde brilhar a mim?


O encanto falece durante o sono



Não, não são os sons


Quem dirá um violino


Cordas, queridos desejos


Peço-lhe, extirpar-me a garganta



Duvidas, não te quero


Surgem, surgem, o que fazer?


Encharcando o mapa dos meus oceanos


Dentre os quais não há de chover



Do suor, tiro-lhe os venenos


Os sons, batidas, querido silêncio


A verdade se cobre em meus mantos


Medo. Dor, dos olhos, Espanto.

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